sábado, 4 de março de 2006

A menina sentada sobre a árvore admirava as flores amarelas que, a cada movimento seu, levantavam vôo transformadas em pequeninas borboletas cor-de-rosa. O céu era lilás e amarelo e todo cenário era fabuloso. As folhas e flores de todas as plantas ao redor se metamorfoseavam em aves multicoloridas, borboletas e outros seres voadores fantásticos.
A felicidade que invadia a alma da garota era sem fim, transbordava. Ela não conseguia pensar em muita coisa, apenas uma sensação extasiante a dominava. Era (que outra palavra eu usaria?) incrível!
De repente, o único elemento que poderia interferir em tudo surgiu como se, na verdade, sempre estivesse ali. Ele apareceu com um sorriso e um olhar que congelaram o espírito da menina. Perguntou se poderia fazer parte daquilo tudo (‘dessa felicidade toda’, ele disse).
Ela sorriu...
E entristeceu.
Percebeu que nada era real.
Acordou, olhou para a escuridão ao redor. Chorou.
Não sentia falta das flores, aves, borboletas ou quaisquer outros seres coloridos alados. Queria de novo aquele sorriso, aquele olhar...
E aquele pedido.

Um comentário:

Anônimo disse...

todo carnaval tem seu fim...