Essa coisa de Copa... tsc, perdão... Olimpíada é engraçada. O Brasil tem pouquíssimas medalhas, até hoje cedo estava atrás do Azerbaijão no quadro de medalha, mas o Péle foi a Pequim depois do jogo contra a Argentina no futebol masculino pra dizer que somos uma potência esportiva. E que se ele tivesse jogado, o Brasil seria ouro. Como alguém pode falar tanta besteira e ainda ser rei de alguma coisa? Os fãs não me entendam mal, mas eu não sou da época de Pelé, não sou do tipo saudosista com um cara sem nenhuma modéstia, com um ego do tamanho do Maracanã, nosso embaixador dos esportes.
Agora, deixando de lado essas bizarrices, o mais legal é que a cada Olimpíada alguém faz história de um jeito diferente, pra, no fim, só quem foi ouro ser realmente lembrado. A ginástica olímpica feminina chegou a uma final por equipes pela primeira vez, feito inédito, não é?! Mas daqui a quatro anos todo mundo só vai se lembrar do tombo da Jade, como todo mundo bem se lembra do tombo da Daiane do Santos. O mesmo vale pro Diego Hypólito (minha ignorância me obrigou a olhar na internet como se escreve), tadinho dele, perdeu a chance de medalhas e chorou mais que a Jade costuma chorar.
Resumindo, não adianta ir pra final, ter a melhor colocação de todos os tempos, tem que ser Ouro pra ser lembrado. Prata e Bronze às vezes são só prêmios de consolação, não adianta o repórter falar que o futebol brasileiro masculino jogou muito bem na disputa do bronze, não interessa se o feminino teve garra e perdeu pela “vontade do destino”, como teima em repetir nosso ilustríssimo Galvão Bueno (outra figurinha que não faria falta um tempo fora do ar), essas medalhas serão sempre o “quase ouro”, marcadas pela derrota. Mas tem também, é claro, Pratas e Bronzes que dão orgulho, como a prata de Robert Scheidt na classe Star, onde o cara é quase um novato, ou o bronze das meninas também da vela, classe 470, Fernanda Oliveira e Isabel Swan.
Talvez meu julgamento seja parcial e injusto, passei tempo demais nas enfermarias, nem sempre dava pra ficar no quarto do paciente que tinha TV (e que assistia aos jogos, já que algumas das minhas queridas pacientes preferiam canais religiosos), e nem sempre dava pra fugir pro quarto dos residentes. Então tem muita coisa que eu não vi ao vivo, embora tenha tido a incrível oportunidade de ver algumas reportagens do Pedro Bial direto de Pequim, por isso termino me perguntando: será que o cara acha que toda reportagem tem que parecer crônica? (Alguém podia avisá-lo que isso cansa...)
Agora, deixando de lado essas bizarrices, o mais legal é que a cada Olimpíada alguém faz história de um jeito diferente, pra, no fim, só quem foi ouro ser realmente lembrado. A ginástica olímpica feminina chegou a uma final por equipes pela primeira vez, feito inédito, não é?! Mas daqui a quatro anos todo mundo só vai se lembrar do tombo da Jade, como todo mundo bem se lembra do tombo da Daiane do Santos. O mesmo vale pro Diego Hypólito (minha ignorância me obrigou a olhar na internet como se escreve), tadinho dele, perdeu a chance de medalhas e chorou mais que a Jade costuma chorar.
Resumindo, não adianta ir pra final, ter a melhor colocação de todos os tempos, tem que ser Ouro pra ser lembrado. Prata e Bronze às vezes são só prêmios de consolação, não adianta o repórter falar que o futebol brasileiro masculino jogou muito bem na disputa do bronze, não interessa se o feminino teve garra e perdeu pela “vontade do destino”, como teima em repetir nosso ilustríssimo Galvão Bueno (outra figurinha que não faria falta um tempo fora do ar), essas medalhas serão sempre o “quase ouro”, marcadas pela derrota. Mas tem também, é claro, Pratas e Bronzes que dão orgulho, como a prata de Robert Scheidt na classe Star, onde o cara é quase um novato, ou o bronze das meninas também da vela, classe 470, Fernanda Oliveira e Isabel Swan.
Talvez meu julgamento seja parcial e injusto, passei tempo demais nas enfermarias, nem sempre dava pra ficar no quarto do paciente que tinha TV (e que assistia aos jogos, já que algumas das minhas queridas pacientes preferiam canais religiosos), e nem sempre dava pra fugir pro quarto dos residentes. Então tem muita coisa que eu não vi ao vivo, embora tenha tido a incrível oportunidade de ver algumas reportagens do Pedro Bial direto de Pequim, por isso termino me perguntando: será que o cara acha que toda reportagem tem que parecer crônica? (Alguém podia avisá-lo que isso cansa...)
2 comentários:
Eu gostcho dos seus textos :)
Então, você não queria saber aonde estou?! Pois então, eis me aqui :D
cara, amiguinha da amalia. amei seus textos, e principalmente este. realmente concordo com vc, em relaçao ao pedro bial, ngm merece esse cara. mas enfim, gostei
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